Por Pâmela Dias, Coluna do Lauro Jardim
Depois de suspender os efeitos das reuniões que reorganizaram o Cidadania e alçaram o deputado Alex Manente à presidência do partido, o desembargador Rômulo de Araújo Mendes recuou e decidiu redistribuir o caso ao colega José Firmo Reis Soub, relator de uma ação mais antiga sobre a mesma disputa.
Na prática, a mudança mantém o cenário inalterado: Manente segue no comando da sigla, já que o congresso de 4 de março — no qual foi eleito — volta a ser considerado válido.
Do outro lado, a ala majoritária do partido sustenta a eleição de Comte Bittencourt para o mesmo posto e já se articulava para levar a disputa ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Agora, a palavra final sobre quem tem razão ficará com Soub, que, até aqui, tem adotado decisões alinhadas ao grupo liderado por Roberto Freire — e, por consequência, a Manente.
O impasse gira em torno da legalidade das deliberações internas. O grupo majoritário contesta na Justiça o processo que levou à eleição de Manente, sob o argumento de que a reunião que convocou o congresso contou com a participação de uma ala minoritária.
Já aliados do deputado defendem a legitimidade do rito e classificam a intervenção judicial como indevida na autonomia partidária.
Reprodução do O Globo — Coluna do Lauro Jardim
